Não se pode obrigar alguém a sentir aquilo que já não sente. Percebi que não posso lutar por um amor que já não existe, que sozinha não salvo uma relação e que, se ele está melhor assim, eu tenho de respeitar. De respeitar e de fazer o luto. Está na hora de seguir em frente e de pensar naquilo que quero fazer daqui para a frente, daquilo que pretendo fazer com a minha vida, na certeza, porém, de que vou ter muitos dias difíceis, em que desistir me vai parecer a única solução, em que me vai apetecer correr de volta para a segurança dos braços que me seguraram durante anos, em que nenhum sítio vai ser melhor do que aquele que for ao lado dele.
Está na hora de sair à noite, de ir à praia com amigos, de fazer planos divertidos, de passar tardes a ler, de experimentar coisas novas. Está na hora de curar as feridas, de arranjar uma maneira de me levantar da cama todos os dias e sorrir para a vida, a nova vida que agora tenho. Está na hora de me habituar de novos às rotinas que tinha antes das rotinas com ele, de criar novas rotinas, de organizar futuras rotinas. Está na hora de conhecer novas pessoas, fazer novas amizades. Está na hora de não deixar que a minha vulnerabilidade me tolde a razão, de não me deixar enrolar por engates foleiros de rapazes que só querem dar umas voltas e se aproveitam da minha situação, de não me envolver com ninguém só para esquecer outra pessoa. A vida continua, mesmo que custe. Quem sabe se um dia não volto a encontrar alguém que me faça reacreditar que o amor move montanhas.
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