domingo, 21 de agosto de 2016

21? I'm such a big girl

 De repente, já são 21. Em nada me sinto diferente dos 20, que acabaram ontem. Continuo a ser a mesma pessoa, embora procure sempre melhorar. A essência não muda. Sinto apenas que o tempo passa cada vez mais rápido. De repente, estamos a entrar na última semana de agosto; de repente, o verão está a acabar e parece que foi ontem que começou; de repente, passou mais um ano e estou de novo a celebrar o meu aniversário. O importante não mudou: continuei a ter por perto a família, o namorado e os amigos. Os amigos do costume; os de sempre e os de para sempre. E os amigos novos; aqueles que apareceram durante os vinte e que quero manter nos próximos anos. 
 Mas, conforme o tempo passa, vou sentindo que o peso da responsabilidade é cada vez maior. A cada ano que passa, sinto que os outros esperam mais de mim. Mais maturidade; mais sabedoria; mais escolhas acertadas; mais responsabilidade; mais paciência; mais capacidade de engolir o orgulho; mais autonomia; mais e melhor gestão do meu tempo pessoal. Mais! Estou mais velha e esperam sempre mais. E eu tenho medo de falhar, de frustrar as expectativas que criaram acerca de mim. Embora eu saiba que não tenho culpa nenhuma, porque são eles quem espera algo de mim sem que eu tenha prometido nada. Ainda assim, espera-se que à medida que os anos vão passando, eu vá ficando mais adulta. E eu vou. Nos últimos tempos tenho sido obrigada a lidar com situações que, das duas uma, ou esperava lidar mais tarde, ou esperava não lidar de todo, mas consegui superá-las e hoje estou cá para contar a história. Só que, por outro lado, há dias em que ainda me sinto muito pequenina e preferia não ter de enfrentar o mundo dos crescidos. No entanto, não sendo isso possível, tenho de me fazer de forte e crescida e encarar os problemas de frente. Acho que crescer é isso, pelo menos é o que dizem.
 Hoje celebro 21 e não poderia estar mais feliz. Fui mimada como se não houvesse amanhã, sorri imenso, dancei muito e comi demais. Passei a noite e o dia junto de quem mais amo e, apesar de não querer crescer, estou numa fase muito boa da minha vida. Mudanças se avizinham, mas com o C tenho aprendido a viver um dia de cada vez e a enfrentar as adversidades sempre com um sorriso. Acima de tudo, é preciso acreditar que uma mudança não tem, necessariamente, de ser má. Agora resta-me aproveitar os 21 como aproveitei os 20. Ou então, melhor ainda!