quarta-feira, 8 de junho de 2016

You should love yourself.

 Escrevi uma lista de metas a alcançar durante os meses que restam de 2016. Bem sei que estas coisas se fazem na época da passagem de ano, quando temos o ano inteiro pela frente, no entanto, as metas que quero alcançar são referentes a mudanças que sinto que tenho de fazer, para me tornar uma pessoa melhor e mais feliz. Não se trata apenas daquela mudança clichê de ir para o ginásio (que também tem de acontecer, porque tenho de acabar com esta vida sedentária); são também mudanças a nível comportamental, falhas que sempre cá estiveram e que nunca ninguém me disse que era errado agir assim, ou quando disseram não me ensinaram a corrigi-las. Decidi tornar-me autodidata e fazer essa correção por mim mesma, embora saiba que tenho o meu maior apoio sempre por perto, o que para além de facilitar a tarefa, ainda me dá força para continuar. No fundo, as mudanças que quero fazer não são para mudar quem sou, mas sim para me melhorar. Não quero ser uma pessoa diferente, quero ser um eu melhor. No fim do ano, conto-vos como correu. 

terça-feira, 7 de junho de 2016

Cair sete; levantar oito.

 Nem sempre é fácil admitir que errámos, que não fomos capazes, que não conseguimos. Nessas altura é preciso engolir o orgulho e eu... bem, eu sou uma orgulhosa por natureza, e tenho uma certa dificuldade em admitir as minhas falhas. No entanto, há alturas em que é inevitável; alturas em que é preciso parar, pensar naquilo que estamos a fazer e perceber se é o correto, se é o que queremos. 
 Ter de admitir que o curso para o qual batalhei durante anos não é o que eu estava à espera, que não me adaptei ao ritmo de vida da grande Lisboa e que odiei a experiência de estudar fora de casa não foi, de todo, fácil. Primeiro, porque tive de admitir perante todos os que acreditaram em mim que não fui capaz. Depois, e talvez isto seja mesmo o mais difícil, tive de admitir perante mim mesma que falhei. É uma frustração pessoal, acima de tudo, porque foi aquilo que eu sempre quis, mas quando aconteceu não resultou. Trabalhei durante imenso tempo para lá chegar e, afinal, foi um desilusão. Todos me dizem que não é vergonha nenhuma, porque nem sempre se acerta à primeira e, embora eu saiba que têm razão, acaba sempre por custar. Seja porque "perdi" um ano da minha vida, seja pelo dinheiro que os meus pais investiram neste meu sonho, seja pelas coisas que sacrifiquei. Ainda assim, não há arrependimentos. Prefiro que tenha sido assim, do que nunca ter tentado e ficar o resto da vida a questionar-me como seria se tivesse arriscado. O mundo não acabou aqui e tenho outras opções. Para já, um novo projeto para o verão e, em setembro, de volta à faculdade, desta vez num novo curso e com uma vontade renovada de fazer as coisas resultar.