sexta-feira, 21 de agosto de 2015

It's the 20's.

Dizem que com 20 anos já tenho idade suficiente para ganhar juízo. Porém, a mim parece-me que, com os anos, todos vamos perdendo o juízo. Passei o dia a receber mensagens e telefonemas de familiares que fizeram questão de me recordar quão crescida estou e as responsabilidades que isso acarreta. É sempre assim. 
No entanto, posso gabar-me de ter tido um dos melhores aniversários de sempre. Entrei nos vinte, à meia-noite, rodeada de amigos que me fizeram sentir a pessoa mais feliz do mundo, encheram-me de mimos. Dançámos muito, rimos muito. E a noite estava linda. Não havia vento, o céu estava estrelado e até estava algum calor. Do mesmo já não me posso gabar em relação ao clima do dia, que apesar de quente esteve nublado. Mas nem o tempo murcho abalou a alegria que me fizeram sentir. Tal como na noite anterior, encheram-me de mimos, que se prolongaram pelo dia fora. Prendas, muitas das quais eu própria ajudei a escolher, dada a minha aversão a surpresas, e outras completamente inesperadas. Como foi o caso da do C, que foi uma surpresa total que adorei! Conhece-me como ninguém e consegue sempre deixar-me sem palavras, é mesmo a maior sorte da minha vida. 
O meu bolo era lindo e estava mesmo bom. Sorri imenso e recebi mensagens lindas ao longo do dia que deixaram a sua marca, sobretudo as daquelas pessoas que tenho longe de mim. Hoje estou duplamente de parabéns: pelos meus vinte aninhos e pelo primeiro aniversário do meu blogue. Acabo o meu dia com muitas prendinhas novas, carregada de mimos e com o coração a transbordar. Que venham daí os 21!




terça-feira, 11 de agosto de 2015

Está na hora de me preparar para voar.

De agosto já vamos em onze dias e sinto que o verão não tem passado a correr, mas sim a voar. Daqui a dez dias estarei um ano mais velha e parece que foi ontem que fiz os dezasseis. Já passaram quatro anos desde então. Tenho sempre aquela sensação de que as horas demoram a passar no dia a dia, mas quando dou por isso já passaram semanas, meses e anos. E eu mudei, mudei tanto desde os meus dezasseis. Cresci imenso, estou muito mais responsável e aprendi a pôr o orgulho de lado. Faz parte. Em setembro saio de casa rumo à universidade, vou viver sozinha numa cidade enorme. Dizem que vai ser nessa altura que eu vou crescer a sério e eu acredito que sim. Vai ser complicado e vou sentir tantas saudades de casa: dos mimos da mãe, do mau feitio do pai e das discussões com a mana. Porém, a verdade é que algum dia teria de sair de casa, não é? Não posso viver para sempre debaixo das saias da mãe. Podia ser pior, se fosse para outro país ou para outro continente. Por agora só vou para outra cidade e em três horas de viagem estou em casa de novo. Não é assim tão mau. Além disso, lá vou estar mais perto da b, a minha ida também tem coisas boas. Quando as saudades apertarem, finto-as com um telefonema ou uma mensagem. Alguma coisa se há-de arranjar. E quando der por mim, é verão outra vez e estou de volta ao colinho dos papás.