Senti-me culpada durante muito tempo. Não era correto, a meu ver, estar bem, espalhar a minha felicidade nas redes sociais, gostar da atenção e o carinho que me eram dados. Demorei bastante a perceber que tenho todo o direito de seguir com a minha vida, de deixar para trás aqueles que me fazem infeliz e dar a mão a quem me faz rir. Decidi que devo parar de ver e ouvir as coisas que vão contra a minha felicidade, que me trazem de volta o passado, porque nada de bom pode vir de um passado que nos magoou.
Estou longe de ter superado o que quer que seja, mas estou no bom caminho. Percebi que não devo explicações a ninguém sobre o que faço ou deixo de fazer, que não me tenho de justificar por aquilo que estou a sentir. Não fui eu que escolhi que houvesse um ponto final, mas não é por isso que não posso seguir em frente. Posso, quero e vou. Aliás, se do outro lado já foi superado, porque é que comigo deveria ser diferente? Quanto mais descubro, mais me desiludo e pergunto-me se foi uma mudança de agora ou se fui eu que fui cega durante todo este tempo e nunca fui capaz de ver. Seja como for, não tenciono voltar ao lugar onde me perdi, onde me magoei.
Não é poético, não rima, não traz eufemismos ou metáforas, mas é a verdade. Hoje senti apenas necessidade de me expressar, mesmo que não fosse nada bonito ou que me fizesse sentir orgulhosa por ter escrito. Há dias assim, em que é preciso desabafar aquilo que nos passa pela cabeça, por muito que não tenha interesse para os outros. De qualquer forma, o self reminder é: sorrir sempre, desistir nunca.
Não é poético, não rima, não traz eufemismos ou metáforas, mas é a verdade. Hoje senti apenas necessidade de me expressar, mesmo que não fosse nada bonito ou que me fizesse sentir orgulhosa por ter escrito. Há dias assim, em que é preciso desabafar aquilo que nos passa pela cabeça, por muito que não tenha interesse para os outros. De qualquer forma, o self reminder é: sorrir sempre, desistir nunca.