sábado, 30 de agosto de 2014

O verão tirou-me tudo, sobretudo o descanso.

Queria que este verão fosse inesquecível e consegui, só não vai ser pelas razões que eu esperava. A ideia era ter passado o verão com os meus amigos: muita praia, muito sol, muitas festas e, acima de tudo, muitos risos. Mas não foi bem assim que aconteceu. A verdade é que a distância veio pôr termo a um sem fim de planos a dois que tínhamos para estes três meses. Se o azar ficasse por aí, a coisa até nem estava muito má. Acontece que o meu horário de trabalho não me favorece as férias, em nada mesmo! Corta-me o dia a meio, o que faz com que não o possa aproveitar bem antes de ir trabalhar nem depois de sair do trabalho. Este ano mal pus os pés na praia ou na piscina, quem se cruzar comigo na rua não acredita que passei o verão todo no Algarve! Para além disso, os horários de trabalho dos meus amigos são incompatíveis com os meus, o que faz com que esteja pouquíssimas vezes com eles e sinta umas saudades terríveis. E, para completar esta maré de azar de verão, o tempo também não esteve favorável durante todas as férias. O calor começou a chegar em grande só há dois ou três dias, o que dá uma enorme vontade de dizer: "Olha, S. Pedro, obrigadinha!".
Com tudo isto, voltaram as noites mal dormidas, os sonos agitados e os pesadelos estúpidos. Era suposto sentir-me melhor depois das férias, mas sinto-me apenas a precisar de férias a sério, o cansaço aumenta de dia para dia. O verão cansou-me física, porque o trabalho é exigente, e psicologicamente, porque a distância das pessoas que preciso perto de mim também me tem vindo a desgastar. Cada vez que algo me chateia, um jorrilho incontrolável de palavrões sai-me boca fora, não é por mal, é porque o cansaço fala mais alto do que eu. Sinto-me a atingir a linha que separa o cansaço da exaustão e isso não é, de todo, uma boa notícia.
Não estou com todo este discurso negativo a dizer que tive o pior verão da minha vida (esteve lá perto, mas não foi o pior) porque teve bastantes coisas boas: li imenso, fiz grandes noitadas com os amigos, aproveitei as poucas vezes que tive tempo para me deitar ao sol, fui ao concerto dos Xutos e Pontapés, jantei fora e mimei-me com algumas peças de roupa novas. Repito: não estou a dizer que foi o pior verão que já vivi, até porque ele está a chegar ao fim mas ainda não acabou, estou apenas a dizer que não quero ter outro igual, quero melhor, quero poder aproveitar o próximo verão como deve de ser.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Birthday cake calories don't count

A parte chata de fazer anos são os telefonemas e as mensagens de familiares e conhecidos que fingem importar-se muito comigo. A verdade é que eles mal se lembram da minha existência durante o ano inteiro, mas acham que é educado ligarem-me neste dia e fazer conversa de circunstância durante longos minutos. Mas não é, preferia até que nem o fizessem. Na verdade, não acho que seja educado interromperem o MEU dia, para me fazerem perguntas idiotas, do tipo "E então? Como te sentes um ano mais velha?". "Como assim?! Não há diferença! De ontem para hoje nada mudou, só tenho mais um ano, o resto continua igual!" é o que me apetece responder-lhes. Em vez disso, rio-me e digo que me sinto bem. Tretas! Mas eles ficam satisfeitos, sentem que fizeram muito bem em ligar. Bom para eles! Ainda assim acho que mais valia ficarem sossegadinhos e não me importunarem com conversas desinteressantes, que em nada contribuem para a minha felicidade ou para fazer este dia ser especial.
É claro que fazer anos não é só coisas chatas. Também existem os mimos extra que recebo neste dia, as atenções redobradas e até mesmo aquelas prendinhas, pequenos detalhes que significam tanto, daqueles que realmente importam e se preocupam comigo: os chamados amigos. A verdade é que, fora todas as mensagens desinteressantes que recebi e todos os telefonemas chatos que me vi obrigada a atender, também recebi mensagens e telefonemas que realmente importaram e que merecem ser partilhados. Como não podia deixar de ser, o Snobe mandou-me mensagem logo há meia-noite, como se tivesse estado ali a cronometrar o tempo, para ser o primeiro a felicitar-me pelo meu décimo nono aniversário. Também a Juja me mimou a essa hora: "Parabéns coisa linda! Que tenhas o melhor dia da tua vida, estou desejosa de te dar um abraço e um mega beijo. És das melhores coisas que eu tenho <3". É incrível como sendo a pessoa mais distante de mim, fisicamente, consegue ser das pessoas mais presentes no meu dia a dia, ela sabe que a adoro por isso. Já esta manhã, os primeiros mimos foram dados pelos meus pais e a minha irmã. Não significa isto que ao longo do dia não tenha recebido uma ou outra mensagem boa, como foi o caso da mensagem da minha madrinha, mas eles foram os que mais importaram, os que realmente contribuíram para fazer o meu dia especial, para me fazer sorrir. No fundo, não peço mais do que isso, uma mão cheia de bons amigos.
Esta noite deito-me cansada, do dia agitado que tive, mas feliz e de coração cheio. E sabem qual é a melhor parte? É que amanhã há mais!