sábado, 31 de janeiro de 2015

Das coisas que não entendo na sociedade

Não entendo aquelas pessoas que, quando acabam o namoro, se lançam numa luta, cegas de raiva, para fazer a outra pessoa sofrer. Não entendo. A meu ver, existem duas opções quando um namoro acaba: ou ficamos amigos, ou vai cada um para seu lado. Se escolhermos a primeira opção, temos de ter a maturidade e a capacidade necessárias para assumir que as coisas não funcionaram, mas que a amizade não morreu. Lógico que essa amizade não volta ao que era dois dias após o rompimento, mas é tudo uma questão de timing. No entanto, escolher a segunda opção é optar por seguir com a nossa vida sem que o outro interfira nela e, agora é que vem a questão que muitos não entendem (ou fingem não entender!), isso também implica que nós não interfiramos na vida da outra pessoa. O problema é que isso nem sempre acontece.
Existe aquela história do "se não és meu/minha, também não és de mais ninguém!". Não, amigos, as coisas não funcionam assim. Lá porque namoraste com X, não significa que sejas dono de X. E X tem o direito de se apaixonar por Y e ser feliz e tu só tens de ficar no teu canto e não armar confusão! As duas opções já foram dadas. Não é justo, nem sequer racional, que no fim do namoro existam guerras ridículas entre ambos. Tentar denegrir a imagem do nosso ex-parceiro mostrando ao mundo o mal que nos fez, vitimizar-nos, acusá-lo de ser isto ou aquilo não nos leva a lado nenhum. Aceitem que acabou, porra! Cada um segue com a sua vida e nenhum interfere na do outro. Assim, simples. Sem espinhas! Mais que não seja, por respeito a tudo aquilo que viveram enquanto estiveram juntos.
Guardo boas memórias das minhas relações anteriores. Das poucas que tive, aliás. A maneira como acabaram nem sempre foi a  melhor ou a mais correta, mas isso não apaga todos os momentos bons que a pessoa em questão me proporcionou. Podemos até nem ter ficado amigos, por qualquer que seja o motivo, mas se fomos felizes enquanto estivemos juntos, então não posso afirmar que tenha sido um erro. Faz parte do crescer, ter uma paixoneta agora e depois, ter um ou dois namoros que não resultaram. É normal. Acontece, faz parte e não são erros. Há que evoluir, não sermos mentes fechadas e seguir com a nossa vida. O que vier, virá. As coisas acontecem porque é assim que tem de ser. Se ainda não foi desta que resultou, tenham calma, a pessoa certa está aí a chegar.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Escritora de tempos livres

Escreves. E apagas. Reescreves. E voltas a apagar. Outra vez. Não, está mal. Não é assim que deve ficar. Nem sequer é sobre esse assunto que queres falar! Apagas. Recomeças. Hoje está complicado conseguir escrever alguma coisa que sintas que vale a pena ser partilhada. Apetece-te rasgar todos os cadernos, partir todas as canetas e mandar o computador contra a parede. Sabes que isso não te levará a lado nenhum, que vais continuar sem te sentir capacitada para formar palavras e ordená-las de modo a elaborar frases que tenham algum sentido, ainda que pouco aos olhos de alguns, mas ainda assim apetece-te. No final, restarão apenas pedaços de papel espalhados por todo lado, o chão sujo da tinta das canetas rebentadas e o computador estilhaçado em cima da cama. Quem sabe se isso não te fará sentir melhor? Ainda assim, não arriscas. Apagas e reescreves. Repetes todo o processo. Voltas a ter vontade de rasgar, partir e mandar, mas respiras fundo e acalmas-te. Pegas novamente na entrada em branco e decides finalmente partilhar algo com os outros, ainda que pareça insignificante, é algo. Não está mau, mas podia estar melhor. Pode sempre estar melhor. É impressionante como nunca te contentas com aquilo que escreves até que alguém leia e te alimente o ego. Raios te partam! A ti e ao teu ego! Só porque juntas palavras, que formam frases e dão origem a textos, já te achas escritora. Escritora de tempos livres, é isso que és. Quando te lembras, quando te vem em gana, pegas no computador ou no caderno e escreves, como se o Mundo acabasse amanhã e tivesses de registar todos os teus pensamentos, para uma posterioridade que não existirá porque o Mundo já terá chegado ao fim, e no final ainda te dás ao luxo de não gostares do que escreveste e guardares só para ti. Pensas "porra, será que todos os que escrevem se sentem assim?", mas nunca te dás ao trabalho de ir à procura de alguém que escreva para o questionares sobre semelhante assunto. E assim te deixas ficar, entre folhas de cadernos e entradas em branco no blogue, nos tempos livres. Ah, quem te dera a ti ser escritora a sério. Mas não és. Ocupas-te, de vez em quando, nos teus tempos livres. Mas é só isso.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Ninguém pode sonhar por mim.


A noite de 31 de Dezembro é feita de excessos: excesso de comida, excesso de bebida, excesso de loucuras e, acima de tudo, excesso de expectativas para o novo ano. Espera-se que seja um ano onde só haja sorrisos e alegria, bons momentos, sonhos cumpridos e metas alcançadas. Mas é bom recordar que um bom ano não tem, necessariamente, de ter apenas coisas boas e momentos felizes, as lágrimas também fazem parte. É com os erros que aprendemos, é com as quedas que crescemos, são os obstáculos que nos fazem mais fortes.
De 2015 não espero surpresas, este ano quem faz as surpresas sou eu. Não são os desejos pedidos à meia-noite de dia 31 que vão ditar as coisas boas de 2015, se eu quero que seja um bom ano, tenho de ser eu a fazer por isso. Vou aprender, crescer, chorar, tornar-me mais forte, sorrir, cair e tantos outros milhares de coisas. No final do ano, apenas quero sentir-me de coração cheio como me senti a noite passada. 2014 foi um bom ano e não espero menos de 2015. 

Feliz ano novo!