segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Problemas de viver sozinha

O grande ponto negativo da minha vinda para a capital é o facto de viver sozinha, mas acompanhada. Passo a explicar: saí de casa dos meus pais, logo passei a viver sozinha; mas vivo acompanhada porque tenho as minhas colegas de casa. Podia ser giro, podia ser uma grande experiência, mas a verdade é que não está a ser. 
Foi fácil organizar-me e conjugar o estudo com as tarefas domésticas, de maneira a conseguir arranjar também algum tempo para passear, para estar com os que amo, para mim. O problema é que esta convivência caseira com outras pessoas nem sempre é a mais fácil, os espaços comuns não são respeitados por todas da mesma maneira e, por esse motivo, a limpeza não é o ponto forte desta casa, o que me deixa bastante desconfortável. Logo eu, que não sou capaz de viver no meio de sujidade ou desarrumação e todos os dias me tenho visto obrigada a lidar com cabelos nos ralos, restos de comida no fogão, loiça suja esquecida no lava-loiça, sacos de lixo deixados na cozinha e outras situações semelhantes. De vez em quando, lá se dá o toque ao pessoal e é feita alguma limpeza, mas sem os devidos cuidados, em menos de nada voltamos ao início.
Por outro lado, falta-me companhia. Apesar das minhas colegas de casa, tenho-me sentido sozinha. Sinto a falta de alguém em quem confie e com quem me sinta suficientemente à vontade para falar sobre o meu dia, para desabafar ou simplesmente para me fazer companhia às horas das refeições. A minha escapatória são os fins de semana, quando arranjo tempo para estar com amigos ou com a família, mas há alturas em que me custa estar sozinha, sobretudo quando estou adoentada. Tudo isto é coisa que não faço com elas. Falamos, é certo, mas não se pode dizer que sejamos as maiores amigas do mundo. No fundo, acho que não é a companhia delas que preciso e não é com elas com quem quero dividir o meu dia a dia.

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