quinta-feira, 23 de abril de 2015

Congelem o relógio, preciso de mais tempo.

Com o final do ano lectivo a aproximar-se a uma velocidade vertiginosa, surgem as dúvidas e os medos. Como vai ser daqui para a frente? Nada me garante que as coisas fiquem mais fáceis. Vão, com toda a certeza, existir obstáculos. Existem sempre. De outra forma, que piada é que a vida teria? Tudo o que é demasiado fácil, torna-se aborrecido. No entanto, saber que os obstáculos vão lá estar, não os torna menos assustadores. A pergunta repete-se, "como vai ser daqui para a frente?", e o pior é mesmo não ter resposta para a mesma. 
Aprendi a não fazer planos para o futuro, pelo menos não para um futuro a longo prazo. Viver o presente mostrou ser uma melhor maneira de viver, porque o fazemos de uma forma mais intensa. Mas (existe sempre um, não é?), às vezes, ter uma previsão daquilo que pretendemos ter e fazer daqui a alguns meses também é bom. Dá-nos um conforto extra quando é altura de partir rumo ao desconhecido e eu sinto-me a precisar desse tipo de conforto. O saber que tenho média suficiente para entrar na universidade que sempre quis, por si só, não me conforta. Eu preciso de saber mais, de planear mais. Em setembro, vou ter os meus amigos em Lisboa comigo? E ele? Será que as sete dezenas de quilómetros que nos separam se vão transformar em mais de duas centenas e meia? Na verdade, os meus medos não são por falta de planos futuros, mas sim por não saber quem se vai aventurar comigo nesta nova etapa.

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