quinta-feira, 6 de abril de 2017

Sintomas de saudade.

 Hoje acordei mais mole do que o costume e as piadas contadas na rádio, durante o trajeto até à faculdade, não me fizeram rir. Hoje acordei impaciente e com pouco apetite. Hoje acordei sem vontade de sair da cama e com uma sensação de vazio enorme. Hoje acordei com saudades. Com saudades de tudo, mas de nada em específico. Talvez por andar mais cansada do que o devido, estou mais nostálgica, mas acordei toda feita num poço de saudades. Saudades de pessoas, de coisas, de músicas, de lugares... saudades! E demasiadas para uma pessoa só.
 Senti saudades do meu melhor amigo, da minha prima e até de pessoas que em tempo considerei amigos e que hoje em dia não sei nada deles. Senti saudades daquelas músicas que ouvia quando tinha 14 anos e me achava super na moda por as ouvir. Senti saudades de jogar basquetebol, do nervoso miudinho antes dos jogos, do cansaço depois de um treino e da sensação do toque do equipamento na pele. Senti saudades da praia, do sol de final de tarde, do cheiro da pele depois de um dia de verão, da animação das noites de verão e do sabor dos gelados, mas do sabor que têm no verão, durante o resto do ano sabem bem, mas não igual. Senti falta de tanta coisa, hoje, que me questionei como é que tanta saudade cabia dentro de um só peito.
 Mas a maior saudade que senti hoje foi a de escrever. De escrever o que quer que fosse, desde que fosse sentido por mim. Senti saudades de me sentar, isolada do mundo, a preencher linhas. A falta de tempo nem sempre me deixa escrever, aliás, quase nunca me deixa, porém eu sou um bichinho da escrita e preciso dela para me manter equilibrada. Há quem alinhe os chakras, há quem pratique yoga ou vá correr, há quem medite, há quem olhe para as estrelas ou enterre os pés na areia. Eu escrevo. Escrevo muito, escrevo tudo e escrevo sempre (ou sempre que posso!).

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