segunda-feira, 23 de maio de 2016

Ouvir os próprios conselhos nem sempre é fácil.

 De repente, tens vinte anos e percebes que a vida adulta já começou. Não tens todas as responsabilidades de um adulto às costas, ainda, mas já há uma série de coisas com que só esperavas lidar daqui a alguns anos que já acontecem. De repente, tens vinte anos e já tomas decisões como uma adulta. Acabaram as birras e exigências a que tinhas direito na infância e a que te davas ao luxo na adolescência. Não, agora já não é "living la vida loca" só porque és jovem (na verdade, nunca foi, mas pronto, é o que se diz por aí das pessoas com a tua idade). Agora as coisas são mais sérias e tens de fazer escolhas. Ou aceitar as dos outros. Acima de tudo agora é ser racional, embora se oiça o coração não se pode arriscar tudo. Sim, és jovem e terás tempo de construir uma vida mais sólida lá mais para a frente, mas a loucura dos vinte não chega para que ainda consideres que podes ter as mesmas atitudes que tinhas há uns anos atrás, que ainda podes sentir que o mundo gira à tua volta e que tens de ter sempre razão. 
 Nem sempre é fácil, admite. Às vezes só precisavas que a vida facilitasse e te desse aquilo que queres. Tu nem sequer pedes muito. Mas nem sempre pode ser. De uma maneira ou de outra, daqui a uns meses as coisas vão mudar. E mesmo que a situação não seja a que mais querias ou que a melhor para ambos, vão encontrar uma solução e vão conseguir fazer com que as coisas resultem. Se houver vontade, vocês conseguem. O amor pode tudo, mas só pode tudo se houver vontade de que isso aconteça. Primeiro a vontade, depois o amor. O resto vem por acréscimo. Acima de tudo, é preciso manter a calma, resolver as coisas falando de forma sincera, abrir o coração. As relações não se constroem sem esforços, sem cedências. E também não se constroem sozinhas. Mas enquanto houver amor, há esperança. Porque, como já disse, o amor pode tudo. 

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